CARACTERIZAÇÃO MORFOMÉTRICA DA MICROBACIA HIDROGRÁFICA DO ENCANTO, RIO GRANDE DO NORTE
Resumo
O estudo teve como objetivo caracterizar a Microbacia Hidrográfica do Encanto (MHE), localizada no Semiárido Nordestino brasileiro. Utilizou-se técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto para delimitação automática por meio do emprego do Modelo Digital de Elevação (MDE), possibilitando analisar aspectos físicos e morfométricos da área, como forma geométrica, relevo e rede de drenagem, favorecendo a compreensão quanto ao potencial de ocorrência de enchentes. A microbacia abrange municípios dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, com contribuição importante das áreas de altitudes das serras desses estados. A MHE possui uma forma alongada e uma densidade de drenagem regular, o que sugere uma menor propensão a enchentes significativas. Além disso, a declividade do canal principal indica uma baixa velocidade de escoamento superficial, favorecendo a infiltração da água no solo. Tais características indicam que a MHE apresenta condições favoráveis ao abastecimento hídrico da população, com baixa tendência a grandes enchentes e rápido acúmulo de água no reservatório do Encanto. Diante disso, é fundamental adotar um planejamento estratégico e ambiental quanto a ocupação territorial da bacia vertente, visando o adequado uso e preservação do solo e dos recursos hídricos para garantir a disponibilidade e qualidade da água na região, evitando alterações no fluxo de água da bacia.
Downloads
Referências
ALMEIDA, R. F. B. MORFOMETRIA E USO DA TERRA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DO COCO E SUAS IMPLICAÇÕES SOBRE A PRODUÇÃO E TRANSPORTE DE SEDIMENTOS. 2017. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/7269. Acesso em: 09 de julho de 2023.
ANA. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Sistema de acompanhamento de reservatórios-SAR. Disponível em:https://www.ana.gov.br/sar/nordeste-e-semiarido/rio-grande-do-norte. Acesso em: 26 abril 2023.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo Demográfico 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao.html. Acesso em: 21 jul. 2024.
BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Institui o Código Florestal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 maio 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em: 20 jun. 2024.
BELTRAME, A. V. Diagnóstico do meio ambiente físico de bacias hidrográficas: modelo de aplicação. Florianópolis: UFSC, 1994. 112 p.
CARNEIRO, P.R.F.; CARDOSO, A.L.; ZAMPRONIO, G.B. MARTINGIL, M.C. 2010. A gestão integrada de recursos hídricos e do uso do solo em bacias urbano-metropolitanas: o controle de inundações na bacia dos rios Iguaçu/Sarapuí na Baixada Flumine.
CHRISTOFOLETTI, Antonio. Geomorfologia. 2ªed. São Paulo. Edgard Blücher, 1980, p. 03- 50.
DIAS, J. C. G.; SILVA, E. B.; SANTOS, P. R. S. A ocupação desordenada das bacias hidrográficas: impactos ambientais e propostas de gestão sustentável. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, v. 24, e5, 2019
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Brasília: Embrapa Produção de Informação; 1999. 415 p.
EUGÊNIO, F. C.; MARTINS, V. F.; SOUZA, L. A. Ocupação inadequada das bacias hidrográficas: impactos e soluções. Revista de Gestão de Recursos Hídricos, v. 12, n. 3, p. 45-59, 2017.
GOUVEIA, R. L.; PEDROSA, I. V. GESTÃO DAS POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS PARA OS RECURSOS HÍDRICOS, RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL. Desenvolvimento em Questão, v. 13, n. 32, p. 103, 2015. Disponível em: https://200.17.87.11/index.php/desenvolvimentoemquestao/article/view/3984. Acesso em: 09 de julho de 2023
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). Dados dos reservatórios monitorados no estado. Disponível em: http://www.semarh.rn.gov.br/. Acesso em: 12 mar. 2020.
INSTITUTO DE GESTÃO DAS ÁGUAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (IGARN). Disponível em: http://www.igarn.rn.gov.br/. Acesso em:19 de junho 2024.
KROTH, D.; VIEIRA, L.; YKEIZUMI, M. Ocupação inadequada das bacias hidrográficas: impactos e soluções. Revista de Gestão de Recursos Hídricos, v. 15, n. 2, p. 120-134, 2020.
MEDEIROS, M. A.; BEZERRA, J. M. DELIMITAÇÃO AUTOMÁTICA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS POR MEIO DE SIG: BACIA DO SANTA CRUZ DO APODI-RN. ANAIS do 1o Encontro Nacional de Planejamento Urbano e Regional no Semiárido (I ENAPUR-Semiárido), p. 911–919, 2016. Disponível em: http://www.uern.br/controledepaginas/pp3197-ienapu/arquivos/4312anais__do_i_enapur_semiarido.pdf. Acesso em: 20 de julho de 2023.
MELLO, C. R. de.; SILVA, A. M. da. Hidrologia: Princípios e Aplicações em Sistemas Agrícolas. UFLA/MG. 2013, 455p.
MOREIRA, A. F.; SOUZA, J. P.; SILVA, R. Ocupação desordenada e qualidade dos recursos hídricos: um estudo de caso. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, v. 20, n. 4, p. 700-714, 2015.
MOURA, C. A. DE. AVALIAÇÃO DE TENDÊNCIA A ENCHENTES DAS BACIAS
HIDROGRÁFICAS DO MUNICÍPIO DE CARAGUATATUBA (SP). Revista de
Geografia (Recife), v. 30, n. 2, p. 123–138, 2013. Disponível em:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/view/229012. Acesso em: 09 de julho de 2023.
NOBRE, N. C. et al. CARACTERIZAÇÃO MORFOMÉTRICA, CLIMÁTICA E DE USO DO SOLO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO FARINHA-MA. Acta Iguazu, v. 9, n. 1, p. 11–34, 2020. Disponível em: http://saber.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/19021. Acesso em: 09 de julho de 2022.
OLIVEIRA NETO, M.B.; SANTOS, J. C. P.; MEDEIROS, J. F.; QUEIROZ, A. F.; MARQUES, F. A.; SILVA, M. S. L. Zoneamento da área do entorno da barragem de Pau dos Ferros-RN. In: Reunião Nordestina de Ciência do Solo, 3, 2016, Aracaju. Integração e uso do conhecimento para uma agricultura sustentável no Nordeste. Aracaju: SBCS, Núcleo Regional Nordeste, 2016., 2016
PINTO FILHO, J. L.; CUNHA, L. Governança da água: comparação entre a região hidrográfica do centro de Portugal e a bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró/RN no Brasil. Geosul, v. 36, n. 78, p. 582-609, 2021.
RODRIGUES, R. S. S.; FERNANDES, L. L.; CRISPIM, D. L.; VIEIRA, A. S. A.; PESSOA, F. C. L. Caracterização morfométrica da bacia hidrográfica do Igarapé da Prata, Capitão Poço, Pará, Brasil. Revista Verde, v. 11, n.3, p.143-150, 2016.
SANTOS FILHO, Altair Oliveira et al. A evolução do código florestal brasileiro. Caderno de Graduação-Ciências Humanas e Sociais-UNIT, v. 2, n. 3, p. 271-290, 2015SILVA, R. C. DA. Análise das áreas suscetíveis à erosão na bacia do Arroio Pelotas (RS), com auxílio do geoprocessamento. 2009.
SCHIAVO, B. N. DE V. et al. CHARACTERIZATION OF THE ENVIRONMENTAL FRAGILITY OF A URBAN RIVER BASIN IN THE MUNICIPALITY OF SANTA MARIA – RS. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, v. 20, n. 1, p. 464–474, 2016. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/231166404.pdf. Acesso em: 09 de julho de 2022.
SILVA, V. C. B.; MACHADO, P.S. SIG na análise ambiental: susceptibilidade erosiva da bacia hidrográfica do córrego mutuca, Nova Lima-Minas Gerais. Revista de Geografia, v. 31, n. 2, p. 66–87, 2014.
SOUZA ALBUQUERQUE, D., NOBRE DE SOUZA, A. C. ., GOMES DE SOUZA, S. D. ., MARTINS DE SOUSA, M. L. . (2022). A AÇUDAGEM E SUAS IMPLICAÇÕES NA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO AÇUDE PÚBLICO ENCANTO, RN, BRASIL. Revista Homem, Espaço E Tempo, 15(2), 7–25.
SILVA, Á. P. M.; MEDEIROS, J. F. Problemas socioambientais causados pelas indústrias de cerâmicas no município de Encanto-RN. GEOTemas, Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil, v. 1, n. 1, p. 67-77, jan./jun., 2011.
STRAHLER, A.N. Quantitative analysis of watershed geomorphology. New Halen: Transactions: American Geophysical Union, 1957. v.38. p. 913-920.
VALE, M. A.; PEREIRA, L. C.; MENDES, R. S. Impactos ambientais da ocupação inadequada de bacias hidrográficas. Revista de Engenharia Ambiental, v. 22, n. 3, p. 300-315, 2015.
VILLELA, S. M.; MATTOS, A. Hidrologia aplicada. São Paulo: Mc Graw Hill, 1975. 245p.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
1- Autores mantém os direitos autorais e concedem ao Caderno Prudentino de Geografia o direito de primeira publicação, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
2- As provas finais não serão enviadas aos autores.
3- Os trabalhos publicados passam a ser incorporados a Revista, ficando sua impressão e reimpressão, total ou parcial, autorizadas pelo autor. A utilização do texto é livre e incentivada a sua circulação, devendo ser apenas consignada a fonte de publicaçao original.
4- Os originais não serão devolvidos aos autores.
5- As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.
6- Os autores são responsáveis pela correção gramatical-ortográfica final dos textos.